O TRIPÉ DA COBIÇA: DINHEIRO, SEXO E PODER

01/06/2011 20:22

Uma das figuras que marcou a História por suas grandes conquistas, e sendo ainda tão jovem, foi Alexandre "o Grande", que, certamente, enveredou por todo esse tripé, alucinadamente perseguido pela maioria das pessoas. Ao chegar ao topo de cada faceta desse tripé, fica uma lição para se refletir, se vale ou não atingir "tal conquista".

Pare, pense e reflita: Havia um sábio e bom rei que já se encontrava no fim da vida. Pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, tirou do dedo um anel e deu ao filho dizendo: "Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando estiveres vivendo situações extremas, de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele".

 


 
O rei morreu e seu filho passou a reinar usando sempre o anel que o Pai lhe deu. Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho que acabaram culminando em uma terrível guerra. À frente de seus soldados, o jovem rei partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, seus companheiros lutavam bravamente, mas havia muitos mortos, feridos, tristeza, dor...
A palavra desejo não deve ser confundida com cobiça. O homem é um ser criado por Deus e foi criado com desejos naturais da vida. Mas, quando esse desejo parte para o nível do descontrole, de forma maliciosa e excessiva, é desagradável a Deus, aí podemos nomeá-lo de cobiça.

 
Áreas em Que a Cobiça Atua

A Bíblia nos relata a cobiça em três áreas em (1 João 2.15-16) “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” Vemos neste trecho que toda cobiça está totalmente ligada com o mundo (sistema pecaminoso).
 
Concupiscência da carne (desejos da natureza humana) – (Gálatas 5.19-20).
 
Concupiscência dos olhos (vontade de ter o que agrada aos olhos).

 
Soberba da vida (orgulho pelas coisas da vida– fama, riquezas, poderio e honrarias). Essas são três áreas chaves da atuação da cobiça na vida do homem e devemos vencer cada uma delas em consagração do nosso coração.

A Cobiça é o Princípio da Queda

Todo pecado consumado se principia na cobiça. “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tiago 1.14-15).

 
A cobiça gera um incentivo à prática do pecado, ou seja, ela faz com que o homem peque mesmo sabendo que está ultrapassando o limite estabelecido por Deus. É por isso que Salomão disse em (Provérbios 1.19) “Tal é a sorte de todo ganancioso; e este espírito de ganância tira a vida do que o possui.”.

 
Note que aquele que se entrega à cobiça sofre uma prisão ocasionada por ela. A cobiça é como uma arapuca ou alçapão. Se cair nela ficará preso e fará a vontade dela. Batalhamos para não pecar, mas, pelo fato de termos valorizado a cobiça, não encontramos forças perante a tentação e acabamos não resistindo ao pecado.

Exemplos de Danos Causados Pela Cobiça

A cobiça pode estar presente praticamente em todas as áreas da vida do homem. Cada um será tentado pela sua própria cobiça. Vejamos alguns exemplos bíblicos:

 
Vida sexual: Davi e Bateseba – (2 Samuel 11.1-3). A cobiça levou Davi a cometer dois grandes erros: adultério e homicídio. Essa é uma área da nossa vida que exige muita atenção, pois, se valorizarmos a cobiça nesta área acabaremos sendo dominados pela atração física e até mesmo pela obsessão emocional podendo acarretar sérios problemas para a nossa vida.
 
Podemos ver outros exemplos de erros cometidos por causa da cobiça nesta área através de: Amnom e Tamar – (2 Samuel 13.1-2); Salomão e suas mulheres – (1 Reis 11.1-4). Vale a penas acatar a orientação de Salomão em (Provérbios 6.23-25).

 
Vida material: Deus quer que prosperemos em tudo, mas o problema é que o homem tende a aplicar o seu coração nas suas conquistas e riquezas e isso tem trazido prejuízo a muita gente. Vivemos num mundo materialista onde se julga a vida cristã pelo “ter” e não mais pelo “ser” e isso tem feito muitas pessoas se afastarem do verdadeiro sentido do Evangelho.

 
Ser dominado pela cobiça nesta área material acarreta uma tremenda sequidão espiritual e faz com que as pessoas sejam dominadas pela ganância e avareza (que é a idolatria). A Bíblia nos diz que o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males – (1 Timóteo 6.10). E por isso somos orientados a não colocarmos o nosso coração nas nossas riquezas e conquistas terrenas – (Salmos 62.10).

 
Vejamos alguns exemplos bíblicos de pessoas que se deram mal por valorizar a cobiça material em seu coração:

 
– Judas Iscariotes – (Mateus 26.14-16)
– Geazi – (2 Reis 5.20)
– Acã – (Josué 7.20-21)

 
Fama e Status Pessoal e Religioso
 
A cobiça por vanglórias e reconhecimento humano nos traz uma visão errônea do reino de Deus. A cobiça valorizada nesta área acarretará certas dissensões e contendas em meio aos irmãos e segundo a Bíblia em (Provérbios 6.19) é o que Deus abomina.

 
Analisemos algumas pessoas que agiram mal devido a esse erro de valorizar a cobiça por algo pessoal envolvendo o reino de Deus:

 
– Corá – (Números 16.1-3).
– Religiosos da época de Jesus – (Mateus 27.17-18).

 
A cobiça nesta área trará consigo a soberba e que por sua vez trará a queda(Provérbios 16.18).

 
Relacionamento pessoal – Caim e Abel – (Gênesis 4.6-7).
 
Essa passagem bíblica é muito edificante para a nossa vida. Vemos que Deus advertiu Caim antes dele tomar sua desastrosa atitude de matar seu irmão.

 
Também vemos em (Provérbios 16.29-30). “O homem violento persuade o seu companheiro e guia-o por caminho não bom. Fecha os olhos para imaginar perversidades; mordendo os lábios, efetua o mal.”
 

COMO PODEMOS VENCER A COBIÇA?

Temos a orientação bíblica de que não devemos cobiçar - (Romanos 13:9). Mas, fica uma pergunta a cada um de nós: como podemos vencer a cobiça? Podemos adquirir na Bíblia alguns procedimentos que podem nos ajudar e muito a vencer esta grande incentivadora do pecado:
O rei, quase em desespero, lembrou-se do anel, tirou-o e leu a inscrição: "Isto também passará!". E ele continuou a luta, perdeu batalhas, venceu outras, mas ao final saiu vitorioso. Retornou ao seu reino e, coberto de glória, entrou em triunfo na cidade. O povo aclamou ardorosamente o rei, o herói; foi um momento de orgulho e honra. Nesse momento, ele se lembrou de seu velho e sábio pai, tirou o anel e leu: "Isto também passará!".

Todas as coisas na Terra passam. Os dias de dificuldades passarão, os dias de triunfo e de glória igualmente passarão.

Alexandre "o Grande" também entendeu isso. À beira da morte, convocou seus generais para que cumprissem seus três últimos desejos:
 
1) que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos mais importantes médicos da época;
 
2) que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (ouro, prata, pedras preciosas), e
 
3) que suas duas mãos fossem deixadas fora do caixão, à vista de todos.

Um dos generais, admirado com desejos tão estranhos, perguntou a Alexandre quais as razões. E ele explicou:

 
1) quero que os importantes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles não tiveram poder de cura perante a morte. Por mais inteligente e importante que seja um homem ele é limitado;
 
2) quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui permanecem, e
 
3) quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

A Bíblia descreve a vida de Salomão, a quem Deus concedeu riquezas e glórias que nenhum mortal conseguiu conquistar até hoje. Uma rainha, ao visitá-lo, exclamou: "Metade não me contaram" (2ª Cr 9.6). Ele conheceu muito bem essa estrada do dinheiro, do poder e do sexo. Atente-se para os conselhos deixados por ele: "Tudo quanto desejaram os meus olhos, não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma..." (Pv. 2.10).

"Tudo quanto desejaram os meus olhos, não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma..." (Pv 2.10); "Afasta o teu caminho da mulher adúltera... Para que teus bens não se fartem os estranhos, e o fruto do teu trabalho não entre em casa alheia, e gemas no fim da tua vida..." (Pv 5.11). Veja mais exemplos em (Ec 4.10, 12-13) e (Ec 12.8,13).

Que tal ouvir a voz da sabedoria?

 
a) Não devemos ser ignorantes. Muitos caem nos laços da cobiça simplesmente pela ignorância a respeito dela. Somos advertidos constantemente a respeito dos perigos espirituais que enfrentamos no nosso dia a dia e não podemos ignorá-los dizendo que isso nunca acontecerá conosco ou que seja um exagero da parte da ministração e ensino da Palavra de Deus. Devemos encarar com seriedade este assunto na nossa vida.

 
A cobiça é como uma bola neve, ou seja, começa como algo muito pequeno e termina como uma grande avalanche, algo que pode causar grande destruição. Ainda que seja algo muito insignificante não devemos ser ignorante. A Bíblia nos diz em (Efésios 4.26) “ Não deis lugar ao diabo...”, ou seja, não dê espaço ou brechas para ele atrapalhar a sua comunhão com Deus.

 
b) Devemos guardar nosso coração(Provérbios 4.23). Segundo as palavras do Senhor Jesus em (Mateus 12.35) “o homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más”. É do conteúdo do nosso coração que se deriva as nossas ações. Se valorizarmos no nosso coração a cobiça, com certeza estaremos propensos a tomar atitudes que valorizam a carne e que desagradam a Deus.

 
E para isso precisaremos consagrar a Deus os canais de recepção da nossa vida, ou seja, teremos que santificar o nosso olhar, ouvir e meditar – (Provérbios 19:14) / (Salmos 101:3) . É de fundamental importância saturarmos o nosso coração com a Palavra de Deus para que possamos estar firmes contra a cobiça – (Salmos 119.11).

 
c) Aniquilando as fontes que estejam gerando a cobiça. Para se vencer a cobiça não basta conhecer a Bíblia, orarmos e jejuarmos com toda a intensidade (ainda que tudo isso seja necessário). Para vencermos a cobiça precisamos cessar com toda fonte de alimentação da mesma.

 
Precisamos mortificar as obras da nossa natureza decaída(Colossenses 3.5). Enquanto a alimentamos, ela terá força suficiente para nos conduzir à prática do pecado e estaremos sempre vulneráveis ao erro porque estamos dando brechas para a nossa velha natureza.

 
Essas fontes variam de pessoa para pessoa, uma vez que somos diferentes um do outro e como a própria palavra de (Tiago 1.14-15) nos deixa claro que cada um é atraído e engodado pela sua própria cobiça.

CONCLUSÃO

Devemos de todas as formas possíveis vencer a cobiça para que possamos estar na presença de Deus e fazendo aquilo que é agradável ao Senhor. E para isso não podemos ignorar o perigo que a cobiça nos traz. Devemos guardar o nosso coração de ser alimentado por aquilo que ultrapassa o limite estabelecido por Deus em Sua Palavra.

 
Que venhamos a avaliar a nossa vida e fechar todas as portas e brechas que o inimigo esteja aproveitando para semear suas artimanhas e ciladas contra a nossa vida.

 
Façamos assim e certamente venceremos a cada dia está árdua batalha contra o pecado.

 
Estamos diante da corrida que mais recebe inscritos no planeta Terra, a busca desenfreada pelo dinheiro, o sexo em todas as suas formas mais inescrupulosas, possíveis e o desejo de galgar o poder a todo custo e isso, diga-se de passagem, é um fato terrivelmente lamentável.

 
Pense nisso ... e que Jesus te abençoe.

 

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