NOSSA LÍNGUA - MEDICINA QUE CURA OU ESPADA QUE FERE

14/07/2010 13:13

 

A comunicação é o oxigênio do relacionamento. Podemos dar vida ou matar um relacionamento dependendo da maneira como nos comunicamos (Pv 18.21).

Nossa língua pode ser medicina que cura ou espada que fere; pode ser tônico de vida ou veneno que mata.

Tiago diz que devemos ser pessoas prontas para ouvir, tardias para falar e tardias para irar (Tg 1.19).

Devemos ouvir mais e falar menos. Devemos perdoar em vez de explodir ou guardar mágoas.

No capítulo três da carta de Tiago há uma descrição minuciosa acerca do poder da língua.

1. A língua tem o poder de dirigir (Tg 3.3,4) – Tiago compara a língua ao freio de um cavalo e ao leme de um navio.

Um cavalo indócil é um animal perigoso, mas depois de domesticado usa sua força para servir. Um pequeno freio direciona um forte animal.

De igual maneira, um imenso navio é conduzido pelas águas revoltas por um pequeno leme. É por causa do leme que o navio não se choca com as rochas e não provoca desastrosos acidentes.

A língua tem de igual forma o poder de dirigir. Ela pode nos conduzir pelas veredas da vida ou nos empurrar para o abismo da morte.

Ela pode nos encaminhar para o desfrute da felicidade ou nos fazer amargar as mais dolorosas frustrações.

2. A língua tem o poder de destruir (Tg 3.5-10) – Tiago compara também a língua ao fogo e ao veneno.

Ambos são altamente destruidores. Uma pequena fagulha pode incendiar uma grande floresta. Uma pequena dose de veneno pode matar uma pessoa.

A língua é fogo e também veneno. Ela é altamente destrutiva. Uma palavra maledicente, uma crítica mordaz, um boato maldoso pode espalhar-se como um rastilho de pólvora e provocar grandes estragos.

Um comentário doloso acerca de uma pessoa pode ser como um veneno mortal que provoca sofrimento e morte.

A Bíblia diz que a nossa palavra deve ser verdadeira, boa para a edificação e deve também transmitir graça aos que a ouvem.

3. A língua tem o poder de alimentar (Tg 3.11,12) – Tiago compara finalmente a língua a uma fonte e a uma árvore frutífera.

Podemos saciar os sedentos e mitigar a fome dos famintos com a nossa palavra. Nossos lábios devem destilar mel.

Nossa boca deve ser uma fonte de onde jorra palavras de vida. Nossa língua deve ser uma árvore frutífera, onde os famintos encontrarão frutos doces e sazonados.

Nossa comunicação precisa estimular e encorajar as pessoas a viverem uma vida plena em Deus. Precisamos ser abençoadores e encorajadores.

Nossa língua deve ser canal de vida e não instrumento de morte. Precisamos fortalecer os fracos e não abater os feridos.

Precisamos terapeutizar as feridas e não provocar traumas. Precisamos estender a mão e não pisar naqueles que já estão caídos.

Precisamos fazer da nossa língua uma fonte que jorra águas cristalinas e não uma cacimba de águas lodacentas.

Tiago diz que o homem, com sua capacidade, tem domado os animais voláteis, terrestres e aquáticos. Porém, a língua ele não consegue domar.

Às vezes, da mesma boca saem louvores a Deus e palavras imorais; da mesma fonte saem águas doces e amargas.

Não podemos viver essa contradição. Nossa língua precisa estar debaixo do controle do Espírito Santo. Nossa comunicação precisa ser santa, pura e motivada pelo amor.

Nosso relacionamento no lar, no trabalho, na escola e na igreja pode ser melhor se usarmos nossa língua para glória de Deus e para a edificação uns dos outros.


 

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